Primeira etapa: ler atentamente o texto de apoio.
Segunda etapa: realizar a atividade solicitada.
Terceira etapa: enviar a atividade por meio do formulário disponível em seu ambiente.
PRIMEIRA ETAPA: AQUECIMENTO – Leitura do texto de apoio
A Economia nasceu dentro da Filosofia. Além do aspecto histórico, ela continua, até hoje, fazendo perguntas filosóficas, mesmo quando utiliza matemática sofisticada. Durante quase dois mil anos não existia uma disciplina chamada Economia. Os gregos utilizavam a palavra oikonomia, que significa oikos = casa; nomos = administração, regra. Economia era, literalmente, a administração da casa. Porém administrar a casa não era apenas calcular receitas e despesas. No contexto, era decidir: quem trabalha; quem recebe; quem possui propriedade; como distribuir recursos; qual é o papel da riqueza. Enfim, eram questionamentos filosóficos. Nesse contexto, podemos citar Sócrates, que quase nunca fala de riqueza, mas faz uma pergunta decisiva: o que realmente tem valor? Para esse filósofo, riqueza sem virtude não produz uma boa vida. Em Platão, na República, ele pergunta: como organizar uma cidade justa? A economia aparece como parte da organização política. Ele discute: divisão do trabalho; propriedade; educação; desigualdade. Em Aristóteles, encontramos uma das primeiras reflexões econômicas da história: Oikonomia: uso da riqueza para viver bem. Esse filósofo vai refletir também a crematística: busca ilimitada por dinheiro. Há uma distinção nas perspectivas a partir de Aristóteles, e é possível afirmar que é uma distinção extraordinariamente atual. Aristóteles pergunta: existe um limite ético para o desejo de acumular riqueza? Essa pergunta continua viva. Na Idade Média, autores como Tomás de Aquino discutem preço justo; usura; comércio; propriedade. Veja: não era apenas economia, era ética. Eis que o Iluminismo transforma o cenário. Os filósofos começam a perguntar: como as sociedades produzem riqueza? Daí, Adam Smith, na Universidade de Glasgow, ocupou a cadeira de Professor de Filosofia Moral entre 1752 e 1764. A função do pai da economia está pautada no campo filosófico; portanto, não se tratava necessariamente de ensinar economia para os escoceses, mas de refletir sobre uma filosofia da convivência humana, na qual a economia ocupou um capítulo fundamental. Uma das grandes questões da época smithiana era se a sociedade não depende apenas da religião ou da autoridade do rei; o que mantém as pessoas convivendo? Eis que Adam Smith se propõe a responder: a capacidade humana de julgar moralmente uns aos outros. Essa resposta pode ser interpretada como a tese central da obra A Teoria dos Sentimentos Morais. Por sua vez, este é um dos livros mais injustiçados da história da filosofia. Ele costuma ser ofuscado por A Riqueza das Nações, quando, na verdade, é o fundamento filosófico da obra de Adam Smith. Sua obra é comumente interpretada de uma forma que não capta a sua complexidade, seja pela leitura apenas parcial de seus textos ou pelo entendimento incorreto de conceitos centrais do seu pensamento.
As primeiras narrativas e abordagens sobre os componentes do que denominamos hoje de vida econômica foram elaboradas no Ocidente pelos gregos. Entretanto essa tradição nunca concebeu os aspectos da produção, das trocas, da distribuição, do consumo e da gestão da escassez como um tema relevante em si mesmo. Esses componentes eram significativos como temas de narrativas ou da reflexão filosófica na medida em que eram considerados ramos da ética, da moral ou da política. Essa tradição lançou raízes profundas na cultura do Ocidente e estendeu sua influência pelo menos até meados do século XVIII.
SEGUNDA ETAPA: Responder à questão a seguir:
Hoje, quando ouvimos "moral", pensamos apenas em certo e errado. No século XVIII, a Filosofia Moral tinha um significado muito mais amplo. Ela estudava: a natureza humana; as emoções; a ética; a justiça; o direito; a política; a economia; o desenvolvimento da sociedade. Ou seja, era praticamente aquilo que hoje chamamos de Ciências Humanas. Pois bem! Considerando esse panorama, suponha que você, economista, foi convidado pelo prefeito da sua cidade a compor a comissão de ética do município. Para o discurso de posse, você escolhe abordar um texto apresentando a economia do ponto de vista político-filosófico com o título: "A economia e seus aspectos ético-filosóficos". Para isso, você deve escrever no mínimo 15 linhas e no máximo uma lauda (página). Uma dica importante é apresentar como elemento unificador da retórica a relação imbricada da filosofia e economia. Seu texto deve contemplar os seguintes pontos:
a) Justifique a frase: "A economia é filha da filosofia".
b) Apresente o contexto histórico no qual o filósofo escocês Adam Smith publica a obra Teoria dos Sentimentos Morais.
c) Relacione o ethos de consumo e a ética.
Para desenvolver essa atividade, você pode se valer dos textos disponibilizados no Material da Disciplina.
Terceira etapa:
Faculdade: Unicesumar
