O controle de motores de corrente contínua pode ser feito a partir da modulação por largura de pulso (PWM – Pulse Width Modulation), técnica que permite a variação do tempo em estado ativo de um dispositivo no período possível ao seu acionamento, ou seja, considerando-se que a frequência do sinal de controle é fixa, o tempo entre o início e o fim de um ciclo é constante, aonde parte do período total ao nível lógico 1 (ativo) e o restante ao nível lógico zero (inativo).

 

Ao manipularmos a largura do pulso ativo variando seu tempo de duração (denominado de duty cycle) ou razão cíclica, podemos controlar um dispositivo alimentado em corrente contínua ou alternada, conforme a topologia do circuito driver e do estágio de potência.

 

A PWM é amplamente utilizada para controlar dispositivos que movimentam eixos, a exemplo de inversores de frequência e soft starters. Além disso, a PWM é amplamente empregada nas fontes de alimentação dos carregadores de baterias dos dispositivos móveis mais atuais (smartphones, tablets, laptops), computadores, televisores, monitores de vídeo. Essas fontes de alimentação são conhecidas como “fontes de alimentação chaveadas em alta frequência” e utilizam a PWM para controlar a potência entregue para a carga, gerenciando a corrente em alta velocidade e protegendo os estágios de potência com alto grau de eficiência energética.

 

A técnica da PWM consiste na variação do duty cycle em percentuais do tempo total do ciclo, calculado a partir da frequência escolhida para o mesmo. Dessa forma, temos circuitos integrados dedicados para gerar a PWM e controlar a potência entregue à carga.

 

No caso dos microcontroladores, utilizamos divisores de frequência para produzir frequências adequadas ao projeto de controle, a exemplo do prescaler interno do MCU, de modo a reduzir o clock do mesmo, que, por exemplo, pode ser de 1 MHz, para o valor de frequência desejado que normalmente é da ordem dos kHz.

Faculdade: Unicesumar