“Jonas e a crise do exclusivismo”

Você já deve estar acostumado com uma teologia de missões pregada nas igrejas: a Missio Dei; já deve ter ouvido que a missão está no coração de Deus e, com certeza, muitas pregações. Todavia, principalmente se você está na igreja há pouco tempo, quase não terá compreensão do que é missão e evangelização. O Brasil viveu um fenômeno de missões entre as décadas de 1950 e 2000 Vários eventos relacionados à missão, à pregação do evangelho, ao anúncio do retorno de Jesus, você pode procurar na internet e encontrará movimentos que enchiam estádios de futebol. Mas, com a virada do ano 2000, todo esse movimento foi, aos poucos, sendo abandonado e dando lugar a teologias de prosperidade e centralidade da pessoa, alterando o próprio sentido de missão, inclusive fundamentado na Bíblia.

Você deve estar se perguntando: “Como assim?”, “Como a própria Bíblia fundamenta o abandono e enfraquecimento de missões?”. Isso ocorre porque não é a primeira vez que isso ocorre. No retorno do Exílio, o judaísmo viveu um período de enfraquecimento espiritual e abandono dos ideais de missão que surgiram do Exílio Babilônico. Isso pode ser verificado parcialmente nas posturas do profeta Jonas. E, acredito que você, como assíduo leitor da Bíblia, já deve ter tido a impressão de que parece haver algo errado com o livro de Jonas. Por que será que ele assumiu uma postura tão avessa à vontade de Deus? E qual a relação disso com a cidade de Nínive?

Estou aqui para te dizer que o Livro de Jonas não está errado. Ele possui uma mensagem implícita para os judeus. Muitas pessoas leem o livro e não se dão conta dessa mensagem. E será que essa mensagem implícita era apenas para os judeus ou ainda tem sentido para nossa época?

Faculdade: Unicesumar