Elabore uma seção textual de até 1 página justificando:
(a) Quais padrões IEEE serão utilizados (802.3 e 802.11) e qual variante de Wi-Fi você adotará, considerando alta densidade de dispositivos no Wi-Fi de visitantes.
(b) Tipo de cabeamento por trecho: backbone vertical entre andares, ligações horizontais às estações e link até o studio de edição. Justifique especificamente o uso (ou não) de fibra óptica entre o rack do 2º andar (servidores) e as workstations dos studios.
(c) Modelo de referência adotado (OSI ou TCP/IP) para descrever o projeto e em qual(is) camada(s) cada decisão técnica tomada nessa etapa atua.
Etapa 2 — Endereçamento IP e Cálculo de Sub-redes (Unidades 3 e 4)
Você dispõe do bloco privado 192.168.50.0/24. Crie um plano de sub-redes que atenda aos cinco setores apresentados, utilizando VLSM (Variable Length Subnet Mask) para evitar desperdício. Apresente uma tabela com:
VLAN | Setor | Endereço de rede | Máscara (decimal e CIDR) | Faixa utilizável | Broadcast | Gateway
Mostre o cálculo passo a passo para pelo menos duas sub-redes, incluindo a conversão binária da máscara.
Etapa 3 — Topologia e Diagrama Lógico (Unidades 1 e 2)
Elabore o diagrama da topologia escolhida (estrela hierárquica é o esperado). O diagrama pode ser feito no próprio Packet Tracer ou em ferramenta de diagramação (draw.io, Lucidchart). Identifique nele:
1 roteador de borda (saída para a “internet” — simulada por um servidor ou nuvem).
Switches gerenciáveis por andar.
2 Access Points (térreo para visitantes; demais andares para coworking).
Servidores no 2º andar.
Estações representativas de cada VLAN (mínimo 2 hosts por VLAN para teste).
Print obrigatório 1: captura do diagrama montado no Packet Tracer.
Etapa 4 — Configuração de VLANs no Switch (Unidade 4)
No switch principal, crie as VLANs correspondentes aos setores. Configure portas de acesso (access) e o link entre switch e roteador como trunk 802.1Q.
Os comandos esperados seguem o modelo apresentado no livro:
enable
configure terminal
vlan 10
name ADMINISTRATIVO
vlan 20
name COWORKING
vlan 30
name STUDIOS
vlan 40
name SERVIDORES
vlan 99
name VISITANTES
interface FastEthernet0/1
switchport mode access
switchport access vlan 10
interface GigabitEthernet0/1
switchport trunk encapsulation dot1q
switchport mode trunk
switchport trunk allowed vlan 10,20,30,40,99
Print obrigatório 2: saída do comando show vlan brief no switch.
Etapa 5 — Configuração do Roteador e Roteamento Inter-VLAN (Unidade 5)
No roteador de borda, implemente:
Subinterfaces (Router-on-a-Stick) com encapsulamento dot1Q, uma para cada VLAN, atuando como gateway do respectivo setor.
Rota padrão (default route) para a “internet” simulada.
Configuração de senha de modo enable secret e mensagem de banner.
Print obrigatório 3: saída de show ip interface brief e show running-config (trecho das subinterfaces).
Etapa 6 — Mascaramento NAT/PAT (Unidade 4)
Implemente PAT (NAT Overload) no roteador de borda para que todas as sub-redes internas saiam pelo IP público simulado da interface WAN. Apresente:
A access-list que define o tráfego interno permitido.
O comando ip nat inside source list interface overload.
A marcação das interfaces (ip nat inside / ip nat outside).
Print obrigatório 4: saída de show ip nat translations após gerar tráfego de teste (ping ou navegação simulada).
Etapa 7 — Segurança com ACLs (Unidade 5)
Implemente ao menos duas ACLs estendidas que atendam às seguintes regras de negócio:
A VLAN 99 (Visitantes) não pode acessar nenhuma outra VLAN interna, mas pode acessar a internet livremente.
Somente a VLAN 10 (Administrativo) pode alcançar a VLAN 40 (Servidores) na porta 445 (compartilhamento de arquivos).
Apresente os comandos access-list (numerada ou nomeada) e o ip access-group aplicado na interface/sentido correto. Lembre-se da regra de ouro do livro: “a ordem das regras é crucial, pois elas são avaliadas de cima para baixo” (Lima, 2024, p. 199).
Print obrigatório 5: captura mostrando dois testes de ping no Packet Tracer — um bem-sucedido (de host admin para servidor) e um bloqueado (de host visitante para servidor), com a mensagem “Destination host unreachable” ou “Request timed out”.
Etapa 8 — Relatório Final e Reflexão Crítica
Elabore um relatório final em formato PDF (modelo de trabalho acadêmico, mínimo 5 páginas, máximo 12) contendo:
Capa, sumário e introdução.
Desenvolvimento com as 7 etapas anteriores e respectivos prints.
Reflexão crítica final (mínimo 15 linhas): considerando as tendências discutidas no livro (IPv6, NAT64, SDN, IoT, Wi-Fi 6, computação em nuvem), discuta como este projeto poderia evoluir nos próximos 5 anos e quais mudanças você proporia na infraestrutura projetada.
Referências em ABNT (mínimo 3 fontes, incluindo o livro da disciplina).
Faculdade: Unicesumar
