A Construtora Horizonte Ltda. é uma empresa de médio porte, fundada há 22 anos, que atua na construção civil residencial e comercial em três estados brasileiros. Com receita anual de aproximadamente R$ 85 milhões e 310 colaboradores diretos, a empresa tem como clientes tanto pessoas físicas quanto órgãos públicos municipais e estaduais, para os quais executa obras por meio de contratos licitatórios.
Nos últimos dois anos, a Horizonte enfrentou três situações críticas: (1) um ex-colaborador do setor de compras foi demitido por suspeita de recebimento de vantagens indevidas de fornecedores, mas nenhum procedimento formal de investigação foi conduzido; (2) auditores externos identificaram divergências entre notas fiscais e os registros contábeis de duas obras públicas; e (3) um gerente de obra foi afastado após denúncia anônima de assédio moral, situação que a empresa não sabia como tratar formalmente.
O diretor-presidente da empresa decidiu contratar uma consultoria especializada para estruturar um Programa de Integridade completo. Ao levantar o diagnóstico inicial, a consultoria identificou o seguinte panorama:
– A empresa não possui código de conduta formal. Há apenas cláusulas genéricas no contrato de trabalho sobre ética e comportamento.
– Não há canal de denúncias estruturado. As comunicações de irregularidades chegam informalmente ao RH ou a gestores diretos.
– Nunca foram realizados treinamentos específicos sobre ética, compliance ou integridade. Novos colaboradores recebem apenas treinamentos técnicos e de segurança do trabalho.
– Os controles internos financeiros são básicos: há conciliação bancária mensal e aprovação gerencial para pagamentos acima de R$ 10.000,00, mas não existe mapeamento de riscos formal.
– A alta direção reconhece a necessidade de mudança, mas teme que a implementação de controles mais rígidos afete a agilidade operacional e gere resistência entre os colaboradores mais antigos.
Faculdade: Unicesumar
