Conforme destacado por Evangelista (2021), no contexto brasileiro, a violência contra a mulher está tão naturalizada que, muitas vezes, não é percebida ou tem seu impacto minimizado, inclusive pelas próprias vítimas. O ambiente escolar, no entanto, constitui-se como um espaço protetivo, fundamental para a identificação de vivências violentas no ambiente doméstico e para a construção de possibilidades de intervenção que visem interromper esse ciclo. Para o psicopedagogo, a atuação ética exige não apenas o conhecimento das tipologias da violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), mas também o compromisso com os protocolos de proteção e a compreensão de que a violência é uma questão de saúde pública que demanda políticas eficazes para sua superação.
Fonte: EVANGELISTA, M. R. C. Situações Psicossociais na Contemporaneidade. Maringá: UniCesumar, 2021.
Faculdade: Unicesumar
