A CVM criou uma força-tarefa e abriu doze processos sobre o caso. No início de junho, a autarquia tornou Rial réu em um dos processos, que trata da forma como a varejista comunicou o rombo contábil ao mercado.
O MPF-SP abriu investigação para apurar se houve uso de informações privilegiadas. Diretores da empresa venderam mais de R$ 210 milhões em ações da varejista no segundo semestre de 2022, depois que a companhia anunciou a troca de seu presidente.
Entidades que representam acionistas minoritários buscaram a Justiça e a B3 (Bolsa) para pedir indenizações da empresa e dos acionistas de referência. Há ainda pedidos de investigação contra a auditoria externa PwC.
Grandes bancos iniciaram uma disputa para obrigar o trio de acionistas a ressarci-los com seu patrimônio pessoal. No entanto, a empresa incluiu em seu plano de recuperação uma cláusula que impõe o compromisso de não litigar. Para aderir às principais modalidades de pagamento de suas dívidas, os credores se comprometem a não ser parte em nenhuma demanda contra a empresa na Justiça. Os credores que não aceitarem terão desconto de 80% em seus débitos e vão receber somente em 2043, segundo o texto inicial do plano.
O caso também é alvo de uma CPI na Câmara dos Deputados.
Faculdade: Unicesumar
