“A escrita de sinais (SignWriting) não se limita a um mero código de transcrição fonética secundário ou a um recurso paliativo de ensino; ela constitui-se como um sistema de escrita de direito próprio, que capta a tridimensionalidade e a natureza visual-espacial das línguas de sinais. Grafar a própria língua na sua modalidade natural possibilita ao sujeito surdo a apropriação de sua identidade, o desenvolvimento metacognitivo e linguístico pleno, bem como a consolidação de sua cidadania e letramento sem a necessária mediação de uma língua oral”.
Fonte: STUMPF, M. R. Aprendizagem de Escrita de Sinais sem mediação da língua oral. Porto Alegre: Evangraf, 2005. p. 42.
Imagine que você é um professor bilíngue (Libras/Língua Portuguesa) recém-contratado para atuar em uma escola que está implementando uma proposta de educação bilíngue para alunos surdos nos anos iniciais do Ensino Fundamental. No seu planejamento pedagógico, você propõe o uso do sistema Sutton SignWriting (Escrita de Sinais) como ferramenta central para o letramento em Libras e suporte na alfabetização das crianças surdas.
Entretanto, durante a reunião pedagógica de alinhamento, a coordenadora da escola que não possui formação na área de educação de surdos apresenta forte resistência. Neste momento de conflito cognitivo e profissional, você precisa demonstrar que a escrita de sinais não é composta por desenhos ilustrativos arbitrários, mas sim por um sistema grafêmico sistemático baseado nos parâmetros fonológicos da Libras. Para consolidar sua prática e reverter a resistência da coordenação, você deverá fundamentar cientificamente sua abordagem e criar uma amostragem prática de aplicação desse sistema.
Faculdade: Unicesumar
