A forma como a sociedade compreende a deficiência passou por transformações profundas ao longo dos séculos. Historicamente, as primeiras sociedades humanas adotavam condutas que variavam entre a tolerância e a exclusão das pessoas com deficiência. Com o avanço do tempo, surgiram diferentes paradigmas para explicar essa condição e orientar as práticas sociais e educacionais: o modelo médico ou determinista, que entendia a deficiência como um desvio individual irreversível; o modelo clínico-terapêutico, focado na normalização do indivíduo por meio de reabilitação; e, mais recentemente, o modelo social ou socioantropológico, que desloca o problema da pessoa para as barreiras impostas pelo ambiente social, físico e atitudinal. Esse percurso histórico reflete-se diretamente na legislação brasileira e nas práticas pedagógicas inclusivas contemporâneas.

​Com base nos conteúdos estudados sobre o histórico da conceituação da deficiência física no Brasil (Unidade 1) e nos fundamentos da deficiência física neuromotora (Unidade 2), elabore um texto dissertativo-argumentativo que analise a evolução dos modelos teóricos que orientaram as práticas sociais e educacionais voltadas às pessoas com deficiência: do modelo médico ao modelo social. Em sua análise, relacione essa evolução com:

(a) os principais marcos histórico-legislativos brasileiros;

(b) os conceitos de deficiência, incapacidade e desvantagem definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS);

(c) as implicações desses modelos para a prática pedagógica inclusiva contemporânea com alunos com deficiência neuromotora.

Utilize no máximo 2 laudas/páginas para a elaboração do texto, que deve ser baseado em referências teóricas, seguindo as normas da ABNT.

Faculdade: Unicesumar