A Língua Brasileira de Sinais (Libras) constitui uma língua de modalidade visuoespacial, com estrutura gramatical própria e marcada por aspectos culturais e identitários da comunidade surda. No contexto corporativo, a inclusão de colaboradores surdos ultrapassa adaptações técnicas, exigindo processos comunicativos acessíveis e profissionais capazes de compreender a comunicação visual como elemento central das relações de trabalho. Nesse contexto, o ensino de Libras para ouvintes adultos demanda metodologias que valorizem experiências práticas, interação real e desenvolvimento da competência comunicativa, evitando abordagens centradas apenas na memorização de sinais isolados ou no uso exclusivo do alfabeto manual.
Imagine que você foi contratado(a) como consultor(a) pedagógico(a) por uma empresa de tecnologia que deseja promover a inclusão de colaboradores surdos. A empresa identificou que a principal barreira enfrentada pelas equipes está relacionada à comunicação no ambiente de trabalho. Como estratégia de inclusão, foi criado o programa “Conexão Visual”, que oferecerá um curso intensivo de Libras para gestores e líderes de equipe ouvintes.
Esses profissionais possuem rotinas intensas, pouco repertório visual e acreditam que aprender Libras significa apenas memorizar o alfabeto manual e soletrar palavras em português. Seu desafio será desenvolver uma proposta pedagógica que desconstrua essa visão limitada e apresente a Libras como uma língua viva, visual, interacional e culturalmente situada.
Faculdade: Unicesumar
