A tinea interdigital é uma infecção fúngica superficial que acomete predominantemente os espaços interdigitais dos pés, configurando-se como uma das dermatomicoses mais frequentes na prática podológica. Seu desenvolvimento é favorecido por condições, como ambientes úmidos, uso prolongado de calçados fechados, sudorese excessiva e hábitos inadequados de higiene. Clinicamente, manifesta-se por maceração, descamação, fissuras, prurido e desconforto local.



Além do comprometimento funcional e do potencial de disseminação da infecção, a tinea interdigital pode atuar como porta de entrada para infecções bacterianas secundárias, especialmente em indivíduos com comorbidades, como diabetes mellitus ou distúrbios circulatórios. Diante disso, o manejo podológico requer rigor na aplicação de protocolos de antissepsia, uso de instrumentais seguros, cumprimento das normas de biossegurança e fornecimento de orientações preventivas ao paciente, visando à redução de recidivas e complicações associadas. 

 

 

 

Fonte:  CUNHA, F. R. C.; MORAES, L. R. S. Instrumentação em Podologia. Maringá: Unicesumar, 2021.

Faculdade: Unicesumar