ATIVIDADE 1 – PSICO – PSICOPATOLOGIA E SAÚDE MENTAL – 51_2026
O artigo intitulado “Medicalização na infância: disciplinamento, controle e punição”, de autoria de Ana Carolina Christofari, discute a medicalização da infância como um fenômeno de disciplinamento e controle, operado por meio de discursos e práticas institucionais que transformam comportamentos típicos do desenvolvimento infantil em patologias. A análise de documentos pedagógicos e laudos em serviços de Atendimento Educacional Especializado (AEE) revela que, desde a educação infantil, crianças são marcadas por uma lógica homogeneizadora que interpreta a inquietude e a resistência a normas escolares como sintomas de transtornos, como o TDAH. Esse processo, fundamentado em uma racionalidade médica que atua como “regime de verdade”, secundariza as relações sociais, a cultura e a ludicidade, reduzindo a complexidade do sujeito a explicações biologizantes e orgânicas. Historicamente influenciada pelo higienismo, essa perspectiva promove uma visão não histórica do desenvolvimento, negligenciando a criança como sujeito de direitos e produtora de cultura. Embora o texto não negue a importância da medicina em casos estritamente necessários, ele critica a “epidemia diagnóstica” e o uso crescente de psicofármacos em crianças cada vez mais novas como soluções rápidas para desafios pedagógicos, resultando na produção de subjetividades patologizadas que acompanham o sujeito por toda a sua trajetória escolar.
Fonte: https://madinbrasil.org/2026/01/aprender-e-diagnosticar-quando-a-infancia-vira-diagnostico/. Acesso em: 4 mar. 2026.
O fragmento do texto apresentado discute como a documentação pedagógica e os discursos institucionais em serviços de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e na Educação Infantil têm operado sob uma lógica medicalizante. Ao transformar comportamentos inerentes ao desenvolvimento infantil, como a agitação, a curiosidade e a resistência a normas homogeneizadoras, em sintomas de supostas patologias (como o TDAH e o Transtorno Opositor Desafiador), a escola muitas vezes secundariza as relações sociais e os contextos históricos na constituição do sujeito.
Diante da perspectiva adotada no texto base e dos conceitos aprendidos na disciplina, redija um texto dissertativo-argumentativo, com no mínimo 15 e no máximo 20 linhas, estabelecendo uma relação entre o conceito de medicalização e os desafios presentes no cotidiano escolar contemporâneo.
Faculdade: Unicesumar
