Em sua casa, a mulher pode sofrer violência por parte do pai ou marido, por exemplo, por não os obedecer. Na rua ou em ambiente de trabalho, pode se tornar vítima de assédio e violência física, nos casos em que decide confrontar. O comprimento da saia se torna justificativa de que ela “pediu” para receber cantada – nome disfarçado para assédio. Na vida íntima, também é violência quando a mulher é forçada a fazer sexo contra a sua vontade e consentimento, mesmo dentro do casamento.
Todas essas situações ocorrem, principalmente, por conta de uma visão distorcida do homem em relação à mulher e a posição que ela ocupa na sociedade. Na história ocidental, homem e mulher têm papéis assimétricos. Acredita-se que o homem é o provedor, a mulher, submissa. O homem é independente, capaz, resistente. A mulher não é provedora, é frágil, confusa e dependente do pai ou marido. Isso os leva a crer que podem tomar decisões pelas filhas e cônjuges, violando as escolhas, os sentimentos e a independência da mulher, enquanto um ser único.
Faculdade: Unicesumar
