(II) como a infiltração e a ascensão por capilaridade contribuem para o surgimento das eflorescências;

(III) de que forma as trincas nas alvenarias potencializam o processo de degradação úmida da edificação, correlacionando as manifestações ao quadro geral de deterioração do Residencial Serra Verde.

Item B — Análise das consequências da corrosão das armaduras.

O laudo técnico de Fernanda identificou cobrimento insuficiente das armaduras nos pilares do térreo (1,5 a 2,0 cm) e trincas ativas nas vigas de baldrame com abertura de 0,35 mm. Com base nesses dados e nos conceitos de patologias de superestruturas e terapia de reparo, analise:

(I) qual o mecanismo físico-químico que leva à corrosão da armadura quando o cobrimento é insuficiente ou quando há trincas com abertura acima do limite normativo;

(II) como a progressão dessa corrosão gera o estufamento e o desplacamento do concreto de cobrimento;

(III) quais são os impactos progressivos dessa manifestação sobre a segurança estrutural da edificação, considerando os estágios de deterioração descritos no material didático.

Item C — Tomada de decisão técnica: proposta de intervenção nos pilares.

A engenheira responsável pelo laudo técnico precisa definir a técnica de reparo e reforço mais adequada para os pilares do térreo do Bloco B, que apresentam armaduras corroídas com perda de seção transversal estimada em 12% e concreto de cobrimento desplacado. Considerando que a estrutura ainda apresenta capacidade resistente suficiente para ser recuperada (não é necessária demolição), porém demanda reforço estrutural definitivo, proponha e justifique tecnicamente:

(I) a sequência executiva de saneamento e recuperação do elemento estrutural danificado;

(ii) a técnica de reforço estrutural mais indicada para este caso, dentre as estudadas (encamisamento com concreto armado, perfis metálicos ou fibras de carbono), com justificativa da escolha; a necessidade ou não de elaboração de projeto estrutural de reforço com responsabilidade técnica registrada, fundamentando sua resposta nas normas pertinentes.

A engenheira Fernanda identificou que um dos pilares do térreo do Bloco B apresenta corrosão avançada, com perda de seção da armadura principal e necessidade de encamisamento com concreto armado. Para dimensionar o reforço, é necessário estimar o custo total da intervenção e verificar se ela se justifica economicamente em relação ao valor de reposição do elemento estrutural. Adicionalmente, a engenheira precisa estabelecer as diretrizes do programa de manutenção preventiva da edificação, com base na NBR 5.674:2012. Adote os dados a seguir para todos os cálculos:

(a) Custo de reparo do pilar na fase de projeto (C0) = R$ 2.800,00.

(b) A manifestação patológica foi identificada na fase de utilização da edificação, após 9 anos de uso, sendo esta a fase mais onerosa para intervenções, conforme a progressão descrita por Sitter (Lei dos Cincos).

(c) Custo unitário de manutenção preventiva do sistema estrutural: R$ 850,00/ano por pavimento.

(d) A edificação possui quatro pavimentos e vida útil de projeto de 50 anos (NBR 15.575:2021).

(e) A taxa de juros de referência para análise de viabilidade econômica da manutenção é de 8% a.a. (juros simples para fins didáticos).

Item A — Custo de Intervenção pela Lei dos Cincos (Sitter)

Com base no conceito da Lei dos Cincos (Lei de Sitter), segundo a qual o custo de intervenção cresce em progressão geométrica de razão 5 a cada fase subsequente do ciclo de vida da edificação (Projeto → Execução → Uso → Manutenção), calcule o custo estimado de reparo do pilar na fase de utilização (após 9 anos), partindo do custo de referência na fase de projeto (C0). Apresente a fórmula, o raciocínio de identificação da fase e o valor calculado em R$.

Item B — Custo Total do Programa de Manutenção Preventiva (NBR 5.674:2012)

Com base no custo unitário de manutenção preventiva do sistema estrutural (R$ 850,00/ano por pavimento) e no número de pavimentos da edificação, calcule o custo anual total do programa de manutenção do sistema estrutural para toda a edificação. Em seguida, calcule o custo acumulado desse programa ao longo dos 9 primeiros anos de vida útil (período em que a manutenção não foi realizada no Residencial Serra Verde). Apresente as memórias de cálculo.

Item C — Análise de Viabilidade Econômica e Verificação Normativa

Utilizando os resultados dos Itens A e B, realize a análise comparativa de viabilidade econômica: compare o custo de intervenção corretiva (Item A) com o custo acumulado do programa de manutenção preventiva nos 9 anos (Item B), e calcule o índice de relação custo-benefício (ICB = Custo corretivo / Custo preventivo acumulado).

Em seguida, verifique, com base na NBR 5.674:2012, se a ausência de programa de manutenção preventiva constitui não conformidade normativa e qual o impacto dessa omissão sobre a garantia de desempenho prevista na NBR 15.575:2021. Apresente conclusão técnica objetiva.

Item D — Proposta do

Faculdade: Unicesumar