MAPA – EAMB – FUNDAMENTOS DE BOTÂNICA – 51_2026
Instruções para realização da atividade:
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- Esta é uma atividade individual. Caso identificado cópia de colegas, o trabalho de ambos sofrerá decréscimo de nota.
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- Formatação exigida para esta atividade: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5 e texto justificado.
- Ao utilizar quaisquer materiais de pesquisa, referencie conforme as normas da ABNT;
- Critérios de avaliação: utilização do templete; atendimento ao Tema; constituição dos argumentos e organização das ideias; correção gramatical e Atendimento as normas da ABNT.
- Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina.
Em caso de dúvidas, entre em contato com seu Professor Mediador.
Bons Estudos!
Contextualização
A introdução de espécies vegetais fora de sua área de ocorrência natural é uma prática histórica associada à agricultura, paisagismo, reflorestamento e controle de erosão. No entanto, parte dessas espécies exóticas encontra condições ambientais favoráveis, ausência de predadores naturais e alta capacidade reprodutiva, passando a se comportar como espécies invasoras. As plantas invasoras podem alterar profundamente a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas, competindo com espécies nativas por luz, água e nutrientes, modificando o solo, interferindo nos ciclos biogeoquímicos e reduzindo a biodiversidade local. Em ambientes naturais e seminaturais, sua presença representa um dos principais fatores de degradação ambiental, sendo um desafio constante para a gestão ambiental e a conservação da vegetação nativa. Nesse contexto, o engenheiro ambiental atua diretamente na identificação, avaliação de impactos e proposição de estratégias de manejo dessas espécies, considerando aspectos botânicos, ecológicos, fitogeográficos e legais.
Situação-problema (hipotética)
Considere que você atue como um engenheiro ambiental com uma equipe técnica multidisciplinar em uma empresa de consultoria ambiental, ao qual foi contratada para a elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), uma área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, localizada no estado do Mato Grosso do Sul. A área total da propriedade possuí com aproximadamente 325 hectares e foi utilizada por muitos anos como pastagem para criação de gados e atualmente a área apresenta trechos da área abandonados com a presença de processos erosivos e solo exposto, baixa diversidade vegetal e poucos fragmentos de vegetação nativa. Parte da área inclui matas ciliares ao longo de um rio de pequeno/médio porte que cruza a propriedade. A área total a ser recuperada possui aproximadamente 30 hectares. Durante uma visita de campo para a realização do diagnóstico ambiental preliminar, você identificou a presença dominante de uma espécie vegetal exótica invasora: Leucaena leucocephala (leucena), especialmente nas áreas de borda de fragmentos florestais e ao longo da mata ciliar.
Características do local
Para a uma melhor avaliação das possíveis estratégias para a recuperação da área degradada, apresenta-se a seguir dois mapas de localização com imagens de satélite da área total da propriedade, bem como, a área a ser recuperada, assim como as informações técnicas da região.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS:
* Bioma: Área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado.
* Clima: Tropical, com estação seca definida.
* Solo: Latossolo vermelho-amarelo, com sinais de compactação e erosão em áreas de pastagem antiga.
* Área com alta infestação de leucena: cerca de 15 hectares.
O mapa de localização a seguir oferece uma visão ampliada da região de implantação do projeto e destaca suas respectivas áreas de influência. A imagem permite uma análise mais detalhada dos elementos vizinhos ao local a ser recuperado, possibilitando observar com maior clareza as características do entorno imediato, tais como:
* Presença de áreas de proteção ambiental (APP) e pequenos fragmentos vegetais.
* Trechos com solo exposto.
* Trechos com processos erosivos.
* Áreas agrícolas (principalmente, áreas de pastagem e monocultura).
* Área de solo úmido.
* Pouca regeneração natural de espécies nativas.
* Predomínio da leucena em áreas abertas e bordas de mata.
* Redução da diversidade vegetal nas áreas invadidas.
* Proximidade com cursos d’água e áreas de preservação permanente (APP).
Figura 1 – Área de localização da propriedade com demarcação da área a ser recuperada.
Fonte: o autor, 2026.
Leitura:
— Livro da disciplina (Unidades 6, 7, 8 e 9).
— Leucena (Leucaena leucocephala): leguminosa de uso múltiplo para o semiárido brasileiro (LINK: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/880169/leucena-leucaena-leucocephala-leguminosa-de-uso-multiplo-para-o-semiarido-brasileiro).
— Pesquisas/Bibliotecas on-line
Vamos praticar!
Responda, de forma dissertativa, às questões a seguir, tentando relacionar aos diversos dados e informações disponibilizadas na questão, bem como o conhecimento adquirido em nossas aulas e no livro da disciplina.
- Explique por que a Leucaena leucocephala pode ser considerada uma planta invasora nessa área.
- Por que as áreas degradadas e as regiões de transição entre biomas tendem a ser mais vulneráveis à invasão por espécies exóticas?
- Como engenheiro ambiental, observe as características botânicas da Leucena, bem como as características do local e indique duas ações práticas que poderiam ser adotadas no PRAD para controlar a leucena e favorecer a recuperação da vegetação nativa.
Faculdade: Unicesumar
