MAPA – POD – INSTRUMENTAÇÃO EM PODOLOGIA – 53_2026
Nesta atividade, você irá aplicar conhecimentos teóricos em um contexto prático. A proposta é analisar um caso clínico e, a partir dele, desenvolver seu raciocínio profissional, relacionando teoria e prática na podologia.
Maria S., 62 anos, aposentada, compareceu à clínica de podologia encaminhada pela Unidade Básica de Saúde devido ao espessamento progressivo das unhas dos hálux e à dor durante a marcha. Durante a anamnese, relatou ser portadora de Diabetes Mellitus tipo 2 há aproximadamente 15 anos, hipertensão arterial sistêmica controlada e obesidade grau I. Informou que realiza caminhadas diariamente, porém utiliza o mesmo calçado esportivo por vários dias consecutivos, permanecendo longos períodos com os pés úmidos. Também referiu que costuma cortar as unhas muito curtas e remover as laterais com alicate doméstico, acreditando que essa prática evita unhas encravadas.
Ao exame podológico, observou-se espessamento acentuado da lâmina ungueal dos hálux bilateralmente, coloração amarelada-acastanhada, perda do brilho fisiológico, superfície irregular, hiperqueratose subungueal e discreta onicólise distal. Na região interdigital entre o terceiro e o quarto pododáctilos, havia maceração, descamação esbranquiçada, eritema e prurido intenso, compatíveis com tinea pedis interdigital. A paciente apresentava, ainda, hiperqueratose plantar na região dos metatarsos, associada à diminuição da sensibilidade tátil plantar identificada durante o exame clínico.
Na avaliação vascular, os pulsos pedioso e tibial posterior estavam palpáveis, sem sinais clínicos de isquemia crítica. Entretanto, observou-se ressecamento cutâneo importante, fissuras superficiais nos calcâneos e edema discreto ao final do dia. A glicemia capilar aferida antes do procedimento foi de 198 mg/dL. A paciente informou que havia se alimentado normalmente, porém admitiu não realizar acompanhamento médico regular e não comparecer às consultas de revisão há mais de um ano.
Considerando o quadro clínico, o podólogo decidiu não realizar procedimentos invasivos imediatamente. Inicialmente, procedeu à avaliação completa do risco, reforçou a necessidade do controle glicêmico e explicou à paciente a importância da atuação multiprofissional. Após autorização e registro em prontuário, realizou antissepsia dos pés, desbastamento conservador da lâmina ungueal utilizando instrumentais específicos, remoção cuidadosa da hiperqueratose subungueal, orientação sobre higienização dos pés, secagem criteriosa dos espaços interdigitais, troca diária das meias, desinfecção dos calçados e encaminhamento médico para confirmação diagnóstica e definição da terapêutica antifúngica sistêmica, caso necessária.
Durante o atendimento, o profissional também revisou os princípios de biossegurança com os acadêmicos presentes, demonstrando a correta seleção dos instrumentais perfurocortantes, o descarte dos resíduos infectantes, a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a organização da sala clínica e os cuidados necessários para evitar a contaminação cruzada. Por fim, discutiu que o sucesso terapêutico depende não apenas da técnica podológica, mas também da educação do paciente, da adesão ao tratamento e da integração entre podólogo, médico e demais profissionais da saúde.
Veja a imagem dos pés da paciente:
Descrição da imagem: Aspecto dos pés da paciente apresentado no caso clínico, evidenciando alterações nas lâminas ungueais, como espessamento, coloração amarelada e superfície irregular.
Com base no conteúdo estudado e nas especificidades do quadro clínico apresentado no enunciado, responda às questões a seguir:
1. Descreva o protocolo podológico para essa paciente no quadro de onicomicose, destacando a sequência correta de seleção dos instrumentais perfurocortantes, preparo da lâmina ungueal, desbastamento e orientações ao paciente após o procedimento.
2. Descreva o protocolo adequado para o tratamento da tinea interdigital apresentada no caso clínico.
3. Durante o atendimento descrito no caso clínico, foram utilizados diversos instrumentais e materiais podológicos para avaliação e tratamento da paciente. A classificação dos artigos (objetos) é importante para determinar o processamento adequado de cada material, considerando o risco relacionado ao contato com o paciente. Considerando os princípios da biossegurança, classifique os itens abaixo em artigos críticos, semicríticos ou não críticos, justificando brevemente a classificação de cada um.
Itens: Alicate de corte de unhas; Mobiliário da clínica; Pinça anatômica; Lecron; Aplicador de gaze tubular; Ponta diamantada (broca); Broca de tungstênio; Telefone.
4. A paciente do caso clínico apresentava onicomicose e tinea pedis interdigital, infecções causadas por fungos. Explique a importância do correto processamento dos instrumentais utilizados durante o atendimento, descrevendo as principais etapas do processamento, desde a limpeza e o preparo até
Faculdade: Unicesumar
