ATIVIDADE MAPA – FUNDAMENTO DE FARMACOLOGIA – PODOLOGIA 

O manejo da dor e do processo inflamatório em afecções ungueais e cutâneas é uma constante na rotina do podólogo. No entanto, o uso indiscriminado de Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs), muitas vezes por meio da automedicação realizada pelo próprio paciente, exige do profissional uma sólida compreensão farmacológica. Embora os AINEs sejam eficazes em reduzir o edema, o calor e a dor local através da inibição das enzimas ciclooxigenases (COX), seu uso sistêmico ou tópico inadequado pode trazer repercussões severas.

Fuchs, F. D.; Wannmacher, L. Farmacologia Clínica: Fundamentos da Terapêutica Racional. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. (Capítulo: Anti-inflamatórios Não Esteroidais). 

 

Leitura Complementar Sugerida: 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Uso correto e seguro de anti-inflamatórios. Disponível no portal oficial da ANVISA (Seção de Farmacovigilância / Alertas de Segurança). 

 

CASO CLÍNICO

Paciente: J.M.S., 58 anos, sexo masculino, hipertenso controlado. 

Queixa-se de dor intensa, edema e eritema (vermelhidão) no hálux (dedo dedão) esquerdo há 4 dias, devido a um quadro de onicocriptose (unha encravada) com sinais de inflamação local acentuada. 

Relata que, por conta própria, começou a tomar Diclofenaco de Sódio (um AINE) de 8h em 8h para aliviar a dor. Ele menciona que a dor diminuiu ligeiramente, mas começou a sentir uma forte queimação no estômago e “azia” constante desde o segundo dia de uso. O paciente pergunta se você recomenda que ele continue tomando o remédio ou se há alguma pomada anti-inflamatória mais forte que ele possa passar. 

Faculdade: Unicesumar