Em posse da leitura anterior, acompanhe a situação fictícia, a seguir:
Tiago trabalha no setor financeiro da GRH Company, uma empresa (fictícia) de médio porte do setor de telecomunicações, e passa, em média, oito a nove horas por dia diante do computador. Sua mesa não é ajustável, a cadeira perdeu parte da regulagem e o monitor permanece ligeiramente abaixo da linha dos olhos, obrigando-o a projetar a cabeça para frente. Ao longo do dia, quase não se levanta: almoça rapidamente e retorna à estação de trabalho, permanecendo sentado por períodos contínuos que ultrapassam duas horas. Com o tempo, começou a perceber dores frequentes no pescoço e nos ombros, além de sensação de peso na região lombar e formigamento nos punhos ao final do expediente. A produtividade, antes elevada, passou a oscilar, especialmente nas últimas horas do dia, quando relata fadiga e dificuldade de concentração.
Você, Gestor de Recursos Humanos da GRH Company, notou o aumento de queixas semelhantes entre outros profissionais administrativos, todos submetidos a longos períodos sentados e estações de trabalho pouco ajustadas às características individuais. Apesar de a empresa já ter promovido campanhas voltadas à saúde cardiovascular e incentivo à prática de exercícios físicos, pouco se discutia sobre os impactos musculoesqueléticos do comportamento sedentário prolongado. Diante do cenário, tornou-se evidente a necessidade de uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) para avaliar posturas, organização das tarefas, pausas, mobiliário e fatores psicossociais, identificando riscos associados à sobrecarga estática, ao descondicionamento físico e às possíveis lesões por esforço repetitivo.
Faculdade: Unicesumar
