Qual é o cenário da telemedicina no Brasil?
Nos últimos anos, a telemedicina no Brasil tem experimentado um crescimento considerável – e no mundo todo também.
Contribuindo para essa expansão, estão fatores como avanços tecnológicos, a necessidade de ampliar o acesso aos cuidados médicos e, principalmente, a pandemia da covid-19.
Antes da crise sanitária, esse tipo de medicina já estava acontecendo no país, mas o contexto da pandemia acelerou sua adoção e expandiu sua utilização em larga escala.
No Brasil, houve – e ainda existe – uma boa receptividade a esse modelo. A possibilidade de realizar consultas médicas no conforto de casa, evitando deslocamentos e exposição a ambientes hospitalares, passou a ser valorizada por muitos brasileiros.
Popularização na pandemia
Um estudo da Sinch descobriu que 43% dos brasileiros usaram a telemedicina durante a pandemia de covid-19. Essa taxa de adesão foi a terceira maior, ficando atrás apenas da Índia (65%) e dos Estados Unidos (48%).
O impacto da pandemia foi imediato, na verdade: uma pesquisa publicada na revista científica Plos One em julho revelou um aumento de mais de 800% no uso da telemedicina nos seis primeiros dias da pandemia.
Mas o grande pico desse uso no Brasil foi em 2021, de acordo com dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).
Segundo o levantamento, as pessoas de maior renda, classes A e B, foram as que mais utilizaram: 42% de todas as pessoas que fizeram consultas on-line. As pessoas das classes C correspondem a 22% e as classes D e E, 20%
Outra informação, ainda do mesmo estudo, é que 82% dos usuários das classes A e B foram atendidos on-line na rede privada, contra 78% dos usuários das classes D e E que fizeram uso de consultas virtuais na rede pública.
Faculdade: Unicesumar
